NOTÍCIAS
Aumenta uso de outros idiomas nos EUA, especialmente o espanhol

24/08/2009

Washington, 12 set (EFE).- Os Estados Unidos registraram desde 2000 um aumento do uso de idiomas estrangeiros, especialmente o espanhol, falado por 12,2% dos habitantes do país, segundo um relatório divulgado hoje pelo Escritório do Censo.

A Enquete sobre as Comunidades Americanas (ACS), de mais de 250 páginas, destacou além disso o aumento no número de trabalhadores com mais de 65 anos que adiam a aposentadoria e no de pessoas que possuem uma casa.

A análise oferece uma radiografia das tendências demográficas desde o último censo nacional, em 2000, e pode ajudar a classe política "a responder melhor às mudanças" da nação. "Dez anos são um prazo muito longo", explicou o diretor do Censo, Louis Kincannon.

Os legisladores utilizam os dados para determinar, por exemplo, a distribuição de mais de US$ 300 bilhões de dólares em fundos federais para diferentes programas sociais.

A análise inclui centenas de tabelas sobre as mudanças econômicas, sociais e habitacionais em mais de 7 mil áreas geográficas, desde o menor condado até localidades de mais de 65 mil habitantes.

Segundo o relatório, 80,3% da população com mais de 5 anos de idade nos EUA falam só inglês em casa. Mas, entre 2000 e 2006, o número de pessoas que falam um idioma estrangeiro aumentou em oito milhões, chegando a 19,7%, em comparação com os 17,9% de 2000.

O espanhol é o idioma estrangeiro dominante, falado por 12,2% da população.

Dos americanos que usam o espanhol, 52,7% também "falam muito bem o inglês", mas 47,3% têm dificuldades com a língua oficial do país.

A Califórnia teve a maior percentagem de pessoas que falam outro idioma em casa, com 42,5%, seguida pelo Novo México (36,5%) e Texas (33,8%).

O Escritório do Censo observou, no entanto, que cerca de uma em cada dez famílias na Califórnia sofre de "isolamento lingüístico". Nelas, as pessoas com mais de 14 anos "têm alguma dificuldade para falar inglês".

Os números sobre o uso do inglês e o bilingüismo terão um impacto nos programas de educação pública e nos meios de comunicação, segundo observadores.

Os hispânicos formam hoje 14,8% da população americana, segundo o Censo.

O relatório além disso destaca que o 23,2% das pessoas entre 65 e 74 anos continuaram na força de trabalho em 2006, em vez de se aposentar, contra 19,6% de 2000. Os índices mais altos de trabalhadores que adiaram a aposentadoria se registraram em Dakota do Sul, Nebraska e na cidade de Washington. Virgínia Ocidental, Michigan e Arizona registraram os números mais baixos de americanos em idade avançada ainda na ativa.

O número de pessoas com casa própria também aumentou nos EUA em relação a 2000. O dado é um importante indicador sobre o alcance do "sonho americano". Segundo o Escritório do Censo, 67,3% dos americanos têm seu próprio imóvel, contra 66,2% de 2000.

No ano passado, o maior percentual de donos de casa foi em Minnesota (76,3%), e os mais baixos em Nova York (55,6%) e na cidade de Washington (45,8%). Entre as 20 maiores áreas metropolitanas dos EUA, Mineápolis-St. Paul (75,2%) e Detroit têm as percentagens mais altas (74,6%), seguidas por St. Louis (73,1%).

 

 

 

 

Rua: Thomaz Flores, 830 - Centro - Santa Cruz do Sul / RS
Fone: (51) 3056-3333 - CEP: 96810-090

| by Sistemidia |
Copyright © Wizard - Todos os direitos reservados